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Drex: o que é e como funciona a nova moeda digital do Brasil?

Há quanto tempo você não paga uma compra usando dinheiro em espécie? A facilidade da carteira digital, do Pix e dos cartões de crédito online faz com que muitas pessoas optem pelos meios digitais nas operações do dia a dia. Pensando nisso, o Banco Central anunciou a chegada do drex.

Essa é uma iniciativa com o objetivo de criar o real digital. Assim, a novidade pode gerar mudanças no sistema financeiro, com a possibilidade de realizar transações instantâneas com ativos digitais.

E aí, ficou curioso sobre o assunto? Neste post, vou explicar o que é drex e como ele funciona, na prática. Fique ligado!

O que é drex e qual é a diferença para o real tradicional?

O drex é a versão do real com previsão de lançamento para 2025. Diferentemente das cédulas e moedas que você já conhece, a proposta é que ele exista apenas no meio digital. Isso significa que, em vez de ter o dinheiro na sua carteira ou no bolso, esse formato fica guardado em um ambiente virtual.

Então o acesso ao drex se dá por meio das carteiras digitais que bancos e outras instituições financeiras vão oferecer. O nome foi pensado para explicar o que essa nova moeda digital é e o que ela traz de diferente. 

Veja o que a sigla quer dizer:

  • D de digital: o drex é um formato de dinheiro digital, sem papel ou moeda física;
  • R de real: ele continua sendo a moeda brasileira, mas em sua versão online;
  • E de eletrônico: indicando que todo o sistema de funcionamento do drex é eletrônico — nada de papelada;
  • X de inovação: ele representa um passo à frente, uma inovação no jeito de usar e guardar dinheiro. 

Uma das principais diferenças entre o drex e o real tradicional é a segurança. Esse novo formato conta com tecnologias avançadas de proteção e criptografia. Mais um ponto é que, por ser eletrônico, ele possibilita realizar operações mais rápidas e menos burocráticas. 

Quais são as fases de implementação do drex?

Além de compreender o que é drex, é bom saber quais são as suas fases de implementação. A primeira delas começou em abril de 2023, quando o Banco Central selecionou algumas instituições financeiras para participarem de experimentos. 

Nessa fase inicial, o foco foi avaliar a usabilidade, o desempenho e a segurança do sistema. Na segunda fase, que iniciou em agosto de 2024, o escopo dos testes foi ampliado para incluir casos de uso mais complexos. Por exemplo, transferências de ativos e a utilização de contratos inteligentes. 

Essa etapa é essencial para verificar a robustez e a confiabilidade do drex em cenários de maior complexidade. Inclusive, se for necessário, dá para fazer ajustes antes de sua adoção em larga escala. 

Por que o Brasil está criando uma moeda digital?

Após entender o que é drex e as suas fases de implementação, vale saber por que o Brasil está criando uma moeda digital. A ideia é democratizar o acesso aos serviços bancários e explorar novas possibilidades no futuro, como os ativos tokenizados. 

A digitalização do dinheiro com o drex também traz um ganho de agilidade nas transações. Ao facilitar o acesso a esses serviços, o Banco Central espera incluir uma quantidade maior de brasileiros no sistema financeiro digital, criando um ambiente mais moderno.

Quais são as diferenças entre o drex e outras formas de pagamento digital?

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Uma dúvida comum é se o drex tem o mesmo funcionamento que outras moedas digitais, como o bitcoin, ou meios de pagamento, como o Pix. A resposta é não. Embora usem uma tecnologia avançada e busquem facilitar a vida dos usuários, o drex, as criptomoedas e o Pix têm funções e origens diferentes. 

O Pix é um meio de pagamento instantâneo que possibilita realizar transferências em segundos. Já o drex é uma moeda digital, ou seja, uma representação do real de maneira 100% virtual, como expliquei.

Ainda, enquanto o Pix atua como um facilitador para pagamentos rápidos e sem custo entre contas, o drex vai além. Ele cria novas oportunidades para a economia digital e pode transformar o modo como as pessoas lidarão com dinheiro no futuro. 

Portanto, o drex e o Pix são como “primos” que se complementam, sabe? Ambos facilitam as transações, mas cada um tem um papel único no cenário digital. Nesse caso, o Pix continua sendo importante nos pagamentos e transferências e o drex possibilitará novas transações e investimentos. 

Já em relação a criptomoedas, o drex é diferente por ser uma representação do real, como você aprendeu. Ele é uma criação do Banco Central, regulamentado pelo órgão e não serve para rentabilizar o seu dinheiro. Por outro lado, as criptos são descentralizadas, ou seja, não têm relação com um Governo ou banco central.

Como funciona o drex?

Você compreendeu as diferenças entre drex, criptomoedas e Pix, certo? Agora, chega o momento de saber como essa nova moeda digital funcionará. Ela aproveitará a tecnologia de registro distribuído, conhecida como distributed ledger technology (DLT). 

Essa tecnologia é usada na base da plataforma drex do Banco Central. Com ela, diferentes tipos de transações financeiras podem ocorrer com mais segurança e transparência. Isso inclui desde operações simples, como transferências e pagamentos, até serviços financeiros mais complexos.

Alguns exemplos são o uso de contratos inteligentes para compra e venda de ativos digitais. Para usar o drex, será necessário ter uma conta em um banco ou instituição financeira autorizada. Esses intermediários devem realizar a transferência do dinheiro da sua conta tradicional para uma carteira digital específica do drex. 

Logo, você poderá usar a moeda digital brasileira em suas transações diárias. As pessoas físicas poderão acessar a moeda indiretamente, enquanto os bancos terão acesso direto ao drex na plataforma do Banco Central, como fazem com o real físico. 

Quais são as vantagens do drex?

Agora que você já sabe como o drex funcionará, é provável que ainda tenha dúvidas sobre as vantagens dessa nova moeda digital, certo? 

Então dá uma olhada nos benefícios, a seguir!

Redução de custos operacionais e aumento da eficiência

Uma das principais vantagens do drex é a redução de custos operacionais no sistema financeiro. Como a moeda é 100% digital, as transações serão processadas de forma mais ágil e sem processos demorados. 

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Toda transferência feita com o drex será concluída em poucos segundos, pois o valor já estará em formato digital. Esse processo é importante para transações de alta quantia, que costumam demorar mais em sistemas tradicionais. 

A eficiência também ocorre pela alta liquidação do drex, que será tão rápida quanto a do Pix — mas com os outros benefícios de operar em uma plataforma integrada ao Banco Central. 

Inclusão financeira e acesso facilitado ao sistema financeiro

O drex tem o potencial de ampliar a inclusão financeira no Brasil, como você viu. Ao simplificar o acesso ao dinheiro digital, essa moeda deve ajudar a integrar um número maior de pessoas à economia formal, promovendo a inclusão e democratização dos serviços financeiros. 

Possibilidade de uso em qualquer país

Você sabia que o drex poderá ser utilizado em qualquer lugar do mundo? Ao viajar, não será mais preciso lidar com algumas das taxas e burocracias para usar o dinheiro, como acontece atualmente, em muitos casos.

Maior regulamentação

Por fim, o drex vai operar sob uma regulamentação mais clara e direta, definida pelo próprio Banco Central. Nesse sentido, todas as diretrizes e políticas serão implementadas sem a necessidade de intermediários, o que traz mais confiabilidade para o uso da moeda digital.

Quais são os possíveis desafios e controvérsias do drex?

Apesar das diversas vantagens que o drex promete trazer para o sistema financeiro brasileiro, existem desafios e controvérsias em relação ao tema. Um dos principais é a questão da privacidade dos usuários. 

Você entendeu que o drex é uma moeda digital que funciona em um ambiente monitorado pelo Banco Central, certo? Nesse sentido, é comum ter receio de que o Governo possa acessar informações sobre todas as transações realizadas. 

Diferentemente do dinheiro físico, com o drex, cada movimentação financeira será registrada e rastreável. Embora isso aumente a segurança e a transparência, pode levantar dúvidas sobre até que ponto os dados dos cidadãos estarão protegidos, considerando eventuais riscos de vazamentos.

Outro aspecto que chama a atenção está relacionado a forma como o drex influencia a economia e o comércio no Brasil. A introdução de uma moeda digital deve mudar a dinâmica do sistema financeiro atual. Pequenos comerciantes, por exemplo, podem ter dificuldades de adaptação às novas tecnologias e regras de operação.

Além disso, com o dinheiro digital sendo movimentado de forma mais rápida e direta, a maneira como o crédito é concedido e os investimentos são feitos pode mudar. Esse processo é positivo para alguns — mas também desestabiliza certos setores que não estão preparados para a transição.

Como se preparar para usar o drex?

Por fim, vale a pena saber como se preparar para usar o drex quando ele estiver disponível, né? Para isso, é importante entender quais são os passos necessários para ter acesso a ela.

Nesse caso, você deverá ter uma conta em uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central. Portanto, veja se o seu banco já está preparado para oferecer esse serviço. Tenha em mente que a transição para o drex pode ser tranquila, desde que algumas precauções sejam tomadas, como:

  • ficar atento à segurança digital;
  • acompanhar as atualizações do Banco Central;
  • aprender a identificar fraudes.

Neste conteúdo, você entendeu o que é o drex, como ele funciona e quais são as suas vantagens e desafios. Com a chegada dessa moeda digital, o Brasil dá mais um passo rumo à modernização do sistema financeiro. Por isso, fique informado e preparado para essa nova realidade que ela vai trazer. 

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