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Como criar e investir sua reserva de emergência: guia completo

Se você perdesse sua renda hoje por alguma razão — seja demissão ou incapacidade para trabalhar —, por quanto tempo conseguiria se sustentar sem perder o padrão atual de vida? Caso não saiba a resposta, é preciso entender o que é e como criar uma reserva de emergência.


Mesmo que você não passe por situações financeiras complicadas, a reserva de emergência pode ser útil quando chega uma despesa mais alta e inesperada. É o caso de uma manutenção não programada do carro ou um atendimento veterinário para o seu pet.


Porém, é comum ter dúvidas sobre o assunto, não é mesmo? Por esse motivo, neste artigo, vou mostrar o que é a reserva de emergência, como montá-la e como investir esse dinheiro. 


Continue comigo e saiba mais!


O que é reserva de emergência


Para começar, vamos ao conceito: a reserva de emergência é uma quantia destinada a dar suporte financeiro em situações de emergência. Por exemplo, ela pode garantir que você consiga se manter por algum tempo sem trabalhar ou cobrir gastos inesperados sem precisar contratar empréstimos e se enrolar com juros altos. 


A reserva funciona como um colchão financeiro de segurança, sabe? Então você terá mais tranquilidade para superar momentos mais difíceis, sem prejudicar sua saúde financeira — ou, ao menos, reduzindo os impactos. Percebe como ela é importante?


Mas uma pesquisa realizada em 2023 pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostrou que apenas 20,8% dos investidores brasileiros guardam dinheiro com o propósito de formar uma reserva de emergência e garantir sua própria segurança financeira.


Isso demonstra que muitas pessoas não têm o conhecimento necessário sobre o assunto ou que elas têm dificuldades em formar esse fundo. Na verdade, esse não é um processo complexo, mas ele exige disciplina. Afinal, economizar e manter o dinheiro guardado nem sempre é fácil, né?


Qual deve ser o valor da reserva?


O comum é que a reserva de emergência tenha o equivalente a 6 meses dos seus custos mensais. Mas o valor pode variar conforme o seu perfil e necessidade de segurança. Por exemplo, quem é concursado e tem estabilidade no emprego pode se sentir tranquilo com uma reserva menor.


Já um profissional autônomo, que não tem tanta certeza sobre os rendimentos de cada mês e o cenário de longo prazo, pode preferir reservas maiores — como 10 ou 12 meses. Logo, não há um valor exato para a reserva. O montante deve ser definido a partir das suas necessidades, tá bom?


Como calcular a sua reserva de emergência?


Sabendo mais sobre o conceito de reserva de emergência, é hora de aprender como calcular a sua. O processo é simples, mas precisa ser feito com atenção para não cometer erros. Por isso, separei uma lista com dicas para ajudar você nessa tarefa.


Confira!


Calcule o seu custo mensal


O ponto de partida para formar a sua reserva de emergência é entender, de fato, quanto você gasta por mês. Aqui, o segredo é ampliar a sua visão. Não adianta ver o quanto você gastou no mês passado e deduzir que todos os meses os custos serão os mesmos, sabia?


Existem algumas despesas fixas, que não passam por mudanças. Porém, há aquelas que incidem todos os meses, mas mudam de valor.


Alguns exemplos são a conta de água, de energia elétrica e mercado. Ainda, há despesas que acontecem apenas em alguns meses, mas impactam o orçamento anual. É o caso de impostos, compras de roupas, consultas médicas etc. 


Para não errar, o ideal é mapear os gastos em um período maior, como 12 meses. Nesse caso, some tudo e depois divida por 12. Pronto! Você terá o custo médio mensal. 


Defina o tamanho da sua reserva


CARTAO

Como você viu, a reserva costuma ser equivalente a 6 meses, mas pode ter outras equivalências, conforme o seu perfil. Agora é o momento de analisar qual será o tamanho ideal para o seu caso. Para isso, tente pensar em cenários específicos.


Por exemplo:



  • Quais são os riscos de perder a renda atual, total ou parcialmente?

  • Se você perder sua remuneração hoje, quanto tempo demoraria para conseguir se reestruturar?

  • Se surgisse um gasto elevado de saúde, quantos meses você levaria para organizar as finanças novamente?


O objetivo é fazer uma análise aprofundada dos riscos que você corre e dos prazos necessários para ter mais tranquilidade para lidar com as adversidades. Assim, será mais fácil definir o valor ideal da reserva financeira. 


Calcule o total necessário


Por fim, calcule o valor da reserva. É bem simples: imagine que você escolher guardar 6 meses dos seus custos mensais, e eles são equivalentes a R$ 4 mil — 6 x 4 = 24. Nesse caso, a sua reserva precisará ser de R$ 24 mil. 


Já se a ideia é se proteger por 10 meses, multiplique o seu custo de vida por esse número: 10 x 4 = R$ 40 mil. Viu como é fácil? E não se esqueça de que é importante rever as informações financeiras periodicamente — como a cada ano. 


Tanto as suas fontes de renda quanto os custos mensais podem mudar com o tempo. Nessas situações, pode ser necessário redefinir o valor da reserva e calcular novamente o total a ser economizado.  


Como criar sua reserva de emergência? 


O ponto de partida da criação da reserva de emergência é a definição de valor. Porém, você precisa conseguir economizar e guardar esse dinheiro, certo? Essa é uma tarefa que pode ser desafiadora, então confira as dicas que separei para ajudar!


Entenda como está o seu orçamento mensal


Para definir o valor da reserva de emergência, você precisou considerar todos os seus custos mensais para encontrar a média de gastos, certo? Agora, é hora de anotar todas as suas fontes de renda, como salário, aluguel, benefícios previdenciários, pensões e outros ganhos.


O objetivo é entender quanto entra na conta familiar todos os meses. Depois, compare com os custos mensais e veja o que sobra a cada mês. Se você perceber que, na verdade, os seus custos superam a renda, esse é um alerta vermelho. 


Ele significa que você precisa, antes de tudo, organizar a estrutura de despesas para que seja possível terminar os meses no azul, sem fazer novas dívidas — e quitando eventuais pendências. Afinal, antes de economizar, você precisa estar com as contas em dia. 


Caso os seus gastos sejam iguais ou só um pouco mais baixos que a sua renda, e você não tenha dívidas vencidas, o cenário é mais positivo. Mesmo assim, é preciso seguir alguns passos adicionais para conseguir guardar dinheiro para formar a sua reserva. 


Abra espaço no orçamento para a reserva de emergência


O próximo passo é garantir que o seu orçamento terá espaço para guardar dinheiro para formar a sua reserva. O ideal é que essa economia funcione como uma despesa fixa, sabe? 


Todos os meses, você sabe que precisa pagar a conta de energia, certo? Vale ter a mesma postura com a sua reserva.


Caso não tenha sobras no orçamento, é preciso avaliar as despesas para entender quais são essenciais e quais podem ser reduzidas ou eliminadas. Vale rever serviços de internet, streaming, refeições fora de casa e outras questões do tipo para encontrar pontos de economia. 


Além disso, tenha em mente que você precisa ser proativo ao economizar, não esperar que sobre algum dinheiro no final do mês. Defina um valor mensal e siga guardando o dinheiro mensalmente, combinado?


Mantenha a disciplina até formar a reserva


Por fim, mantenha a disciplina para formar a reserva. Uma dica aqui é tentar fazer com que um valor entre 10% e 20% da sua renda componha a reserva — ao menos até se chegar a um montante que permita certo conforto.


Por exemplo, se a sua renda é de R$ 4.000 no mês, o objetivo é conseguir economizar entre R$ 400 e R$ 800 mensalmente. Ainda que isso possa exigir um período longo para formar a reserva, a cada mês você estará mais próximo ao objetivo — e com maior segurança financeira.


Se o foco é uma reserva de 6 meses, por exemplo, vai levar 60 meses para economizar o valor total — ou 5 anos. Já se guardar R$ 800, o tempo cai para 30 meses, ou 2 anos e meio. Porém, pense que podem acontecer algumas situações que colaborem com a economia, como o recebimento de 13º salário ou a busca por fontes de renda extra. 


Como investir a reserva de emergência?


Essa também é uma dica sobre como criar a sua reserva, que merece bastante atenção. O dinheiro guardado não deve ficar parado na sua conta corrente, pois isso faz com que ele perca poder de compra para a inflação.


CARTAO

Além disso, a poupança é bastante conhecida por ser isenta de Imposto de Renda, ter segurança e liquidez diária, permitindo saques a qualquer momento. Mas a rentabilidade dela costuma ser bastante limitada, e acontece apenas em uma data específica a cada mês. 


Por isso, vale a pena conferir alternativas que podem ser utilizadas para essa finalidade. Veja, a seguir, quais são as características de um investimento para reserva de emergência e quais são as principais opções!


O que observar ao investir a reserva de emergência?


Ao pensar no que você precisa com a sua reserva de emergência, é fácil pensar em duas características: acesso rápido ao dinheiro e a garantia de que ele estará disponível, sem perdas, certo? Portanto, é fundamental que ele tenha liquidez diária e baixo risco, contando com proteções adicionais.


Pontos como praticidade e rentabilidade diária, permitindo que a cada dia você tenha rendimentos sobre o valor investido, são atrativos. Então você precisa conferir as oportunidades do mercado financeiro para encontrar aquelas que atendem a esses critérios, combinado?


Onde aplicar a sua reserva financeira?


O mercado financeiro está repleto de alternativas, mas nem todas são adequadas para um objetivo que exige a segurança e a liquidez da reserva de emergência. Mas não se preocupe: separei algumas das principais opções.


Descubra mais detalhes!


Tesouro Selic


Esse é um título negociado na plataforma do Tesouro Direto, sendo garantido pelo próprio Tesouro Nacional. Ele tem liquidez diária, pois a recompra é assegurada pelo próprio Governo. 


Uma vantagem é que o título praticamente não tem risco de perdas em caso de resgate antecipado — diferentemente do que acontece em outras opções dessa plataforma. Já a rentabilidade do Tesouro Selic segue a taxa básica de juros da economia (Selic), e há cobrança de Imposto de Renda. 


Ele segue a tabela regressiva — quanto menor o tempo entre aplicação e resgate, maior a alíquota, que varia entre 22,5% e 15%. Mesmo com a cobrança, é comum que os ganhos superem aqueles pagos pela poupança. 


Certificados de depósito bancário (CDB)


Os CDBs são títulos de dívida emitidos por instituições bancárias, podendo ter diferentes regras de remuneração e rentabilidade. Nesse caso, para investir a reserva, vale a pena buscar aqueles que oferecem liquidez diária — normalmente, eles são opções pós-fixadas.


As aplicações costumam render um percentual do CDI, sigla para Certificado de Depósito Interbancário, uma taxa que fica bastante próxima à Selic. Logo, essa é uma opção parecida com o Tesouro Selic. 


Em relação à segurança, os CDBs são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na prática, investimentos de até R$ 250 mil são cobertos em caso de insolvência da instituição que emitiu os títulos. Por fim, há a tributação do IR, também conforme a tabela regressiva, ok?


Fundo DI


Os fundos de investimentos são veículos coletivos que reúnem capital de diversos investidores. Os recursos são alocados por gestores profissionais, conforme a estratégia específica definida previamente.


No caso do fundo DI, a maior parte do dinheiro é aplicada em títulos públicos ou privados de emissão bancária, ligados ao CDI ou à Selic. Esse tipo de fundo proporciona liquidez diária e regras de tributação iguais às previstas para o Tesouro Selic e CDBs. 


Entretanto, não há garantia do FGC, embora a diversificação da carteira e a segurança dos títulos que a compõem ajudem a proporcionar maior proteção ao investidor. O ponto de atenção são os custos: esses fundos costumam cobrar uma taxa de administração.


Como separar o seu dinheiro para a reserva?


Se você quer uma opção mais prática, você pode aproveitar a função “Separar dinheiro” na sua conta will bank. É bem simples! 


Com a sua conta aberta, acesse o app e siga esses passos:



  • vá até a opção “Conta digital”;

  • escolha o item “Separar dinheiro”;

  • clique em “Guardar”;

  • dê um nome ao objetivo, como “Reserva de emergência”;

  • digite o valor que vai ser separado e confirme.


Pronto! O seu dinheiro separado vai render todo dia útil, contando com a proteção do FGC e liquidez diária. Quando quiser sacar, é só escolher a opção “Resgatar” após entrar em “Separar dinheiro” do seu app. Fácil, né?


CARTAO

Como foi possível aprender, formar a sua reserva de emergência vai ajudar a manter seu padrão de vida e as contas em dia, mesmo em cenários mais difíceis. Então vale a pena organizar as suas finanças e economizar dinheiro para ter esse fundo financeiro à sua disposição. 


Que tal começar a aplicar as dicas deste conteúdo? Abra sua conta will bank e separe o seu dinheiro para a reserva!

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