O seu cartão pode ser um grande aliado no planejamento financeiro. Além de permitir que você ande sem dinheiro em espécie na carteira, é possível adiar o pagamento das contas para o vencimento da fatura.
Uma alternativa que os donos de cartão de crédito têm é não precisar, necessariamente, pagar o total da fatura — adiando uma parcela do pagamento para a conta seguinte. Esse é o chamado crédito rotativo. Só que essa quantia envolve juros que podem impactar o seu orçamento, sabia?
Quer saber mais sobre o assunto? Vou explicar o que é crédito rotativo, como ele funciona e quais são os juros cobrados, além das vantagens e desvantagens dessa modalidade de crédito.
Continue a leitura!
O que é crédito rotativo?
Para entender o que é o crédito rotativo, vale a pena destacar o funcionamento dos cartões de crédito, não acha? Eles são uma solução de pagamento que permite a você comprar produtos e serviços sem a necessidade de dinheiro em conta naquele momento.
Ou seja, uma instituição financeira vai disponibilizar o cartão para você com um limite de crédito predeterminado. Os seus gastos naquele mês devem ficar dentro daquele teto, e o pagamento precisa ser feito até a data de vencimento da fatura.
Contudo, imprevistos sempre podem acontecer na vida, não é mesmo? Em determinado mês, você pode gastar um pouco mais do que o planejado, ou então, seus rendimentos têm uma chance de ficar abaixo das expectativas.
Em cenários como esses, há uma chance de a fatura ficar fora da sua capacidade de pagamento. Nesse caso, surge a alternativa do crédito rotativo.
Em vez de quitar o total da sua fatura, é possível pagar o montante mínimo exigido pelo banco ou outra quantia restante que você conseguir. O que faltar será automaticamente passado para a próxima fatura, entendeu?
Esse exemplo se refere ao crédito rotativo regular. Ainda existe o não-regular, que ocorre quando nem sequer o mínimo da fatura é pago em determinado ciclo.
É importante você saber que esse adiamento no pagamento envolve juros. Inclusive, os custos nessa operação estão entre os mais altos do mercado — que são maiores no crédito rotativo não-regular.
Como funciona o crédito rotativo?
Para entender como funciona o crédito rotativo, vale a pena pensarmos em um exemplo. Imagine que sua fatura do cartão de crédito seja de R$ 1 mil e você opte por pagar apenas o valor mínimo exigido pelo banco, de R$ 200.
Como você já sabe, os R$ 800 restantes serão transferidos para o próximo mês, como saldo devedor. Sobre esse montante, serão cobrados juros rotativos, aumentando a sua dívida.
No Brasil, desde janeiro de 2024, há um novo teto para os juros do rotativo. De acordo com decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), os juros só podem ser de até 100% do total da dívida. Ou seja, se você deixou de pagar R$ 800, ela pode se acumular até, no máximo, R$ 1.600.
Os juros são calculados diariamente sobre o saldo devedor remanescente, e acumulados até que o total seja pago. Vale salientar que cada instituição financeira pode ter uma política diferente de juros. Logo, vale a pena analisar bem os contratos antes de usar o serviço, beleza?
Quais os encargos e juros do crédito rotativo?
Como você já viu, os juros rotativos são o principal custo que incide sobre o uso do crédito rotativo. Eles costumam estar entre os mais altos do mercado devido ao risco de inadimplência e da falta de garantias para a instituição financeira.
Além dos juros rotativos, você terá de arcar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é um tributo federal. O percentual é de 0,38% sobre o saldo devedor mais 0,0082% por dia de atraso — com teto de 3% ao dia.
Vale destacar que esse é o cenário para quem opta por pagar o mínimo da fatura. Se você atrasar o pagamento total, será aplicada uma multa e haverá incidência dos juros de mora, que também são elevados.
Para calcular, é importante saber os juros do seu cartão — é possível buscar no site do Banco Central (Bacen) essa informação. Depois, é só somar os percentuais com o IOF em cima do seu saldo devedor.
Quais as vantagens e desvantagens do crédito rotativo?
Agora que você sabe os principais detalhes do crédito rotativo e dos seus custos, é hora de entender melhor suas vantagens e desvantagens.
Confira!
Vantagens
Entre os pontos positivos, o crédito rotativo se destaca pela flexibilidade de pagamento. Isso acontece porque ele possibilita que você pague uma quantia inferior ao total da fatura, o que pode ser útil em momentos de dificuldades financeiras ou despesas imprevistas, concorda?
A agilidade é outro benefício. Afinal, ele fica disponível automaticamente, sem necessidade de uma nova análise de crédito ou aprovação adicional para cada uso. Isso acaba proporcionando acesso rápido ao dinheiro, especialmente em emergências.
Desvantagens
Mesmo com pontos positivos, o crédito rotativo traz a necessidade de ter cuidado com o seu uso. Você aprendeu que as taxas de juros dele são geralmente muito elevadas, tornando esse crédito um dos mais caros do mercado.
Se você não tiver um planejamento claro de pagamento, existem chances de haver um aumento rápido e significativo da dívida. A partir daí, você pode se arriscar a entrar em um ciclo de endividamento.
Outra desvantagem é que, somados aos juros, você lidará com impostos que aumentam a dívida. Inclusive, o uso excessivo do rotativo pode afetar negativamente o seu score de crédito, por exemplo, dificultando a obtenção de outros tipos de empréstimo no futuro.
Por isso, é importante usar o crédito rotativo apenas em situações emergenciais, quando não há mais alternativas disponíveis para o pagamento. Para reduzir a dívida, pode ser interessante pagar o máximo possível da fatura, ok?
No mais, não deixe de investir na sua educação financeira. Busque ter um planejamento financeiro claro e acompanhar seus gastos no cartão de crédito para garantir que a fatura estará dentro da sua capacidade de pagamento.
Como você acompanhou, o crédito rotativo é uma alternativa de crédito flexível e prática, mas que pode ser muito custosa. Por isso, é fundamental monitorar bem seu orçamento para usá-la apenas quando necessário.
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