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Cálculo de férias: entenda o valor do seu salário na volta do descanso!

Você pretende ter um período de folga para descansar, recarregar as energias e equilibrar a vida pessoal e profissional? Então vale saber como fazer o cálculo de férias para compreender o seu salário na volta ao trabalho. 

Aqui, é preciso descobrir como funciona o pagamento, o que influencia o cálculo e qual é o prazo para receber o valor. A partir desse entendimento, você passa a conhecer os seus direitos, facilitando a organização das finanças. 

Ficou interessado no assunto? Então vem comigo que vou explicar como é feito o cálculo de férias e como fica a folha de pagamento para o mês seguinte!

Quem tem direito a férias remuneradas?

Todo trabalhador brasileiro com contrato formal de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tem o direito de tirar férias após completar 12 meses de serviço. Você sabia dessa informação?

Ou seja, quando você concluir um ano de trabalho na mesma empresa, já tem a possibilidade de desfrutar desse benefício, conforme as datas definidas pelo empregador. A CLT prevê que as férias podem ser tiradas de uma só vez ou em até três períodos. 

Entretanto, existe uma regra importante: um desses períodos precisa ser de, no mínimo, 14 dias corridos, tá bom? Já os outros dois podem ser de 5 dias corridos cada. Mas tenha atenção, já que o valor recebido das férias considera sempre o tempo de descanso. 

Por fim, vale lembrar que é o empregador quem define as datas das férias. Caso você tenha planos específicos, é necessário avisar com antecedência sobre o desejo de parar em uma data, ok? Dessa forma, dá para combinar a melhor época para você e para a empresa.

Como ocorre o pagamento das férias?

Com visto, quando você chega ao fim do seu primeiro ano de trabalho na empresa, você passa a ter direito às férias. Elas podem ser aproveitadas nos próximos 12 meses. Mas como funciona o pagamento delas? Vou explicar. 

Na prática, essa pausa é um descanso remunerado, com adicional de 1/3 em relação ao salário comum. Porém, para que o trabalhador possa aproveitar plenamente o período, ele recebe o valor correspondente ao salário de maneira adiantada.

O valor deve ser depositado em, no máximo, dois dias antes do começo do descanso. Assim, você tem o dinheiro disponível para aproveitar as férias sem preocupações. Vale lembrar que, como em qualquer outro pagamento de salário, são aplicados os descontos obrigatórios.

Os principais exemplos são contribuições para a previdência e os impostos. Por essa razão, existe a chance de o valor que você vai receber ser um pouco menor, dependendo dos descontos que forem feitos.

O que influencia o cálculo das férias?

Em muitos casos, ao pensar nas férias, é comum imaginar apenas o tempo de descanso. Contudo, o valor a receber pelo período pode ser afetado por diferentes fatores, como você entendeu.

Veja quais são eles!

Horas extras

As horas extras feitas durante o período aquisitivo (os 12 meses que antecedem o descanso) podem influenciar o valor das suas férias. Isso porque elas são consideradas como parte da sua remuneração. 

Ou seja, se você trabalhou além do horário normal durante o ano, os valores extras são somados no cálculo das férias. Ainda, se as horas forem pagas com uma quantia superior ao salário normal (como no caso de horas extras noturnas ou em feriados), esse montante também é considerado no cálculo. 

Comissões

Sabia que as comissões que recebe ao longo do ano entram no cálculo das suas férias? Isso mesmo. Logo, se você tem um mês com aumento das vendas e ganha um adicional, o valor é considerado no cálculo, aumentando o total a ser pago.

Outros pagamentos adicionais recebidos durante o período aquisitivo também podem afetar o pagamento das férias, desde que elas sejam consideradas verba salarial.

Pedido de antecipação do décimo terceiro salário

Em alguns casos, é possível pedir a antecipação da primeira parcela do décimo terceiro salário, para que ela seja paga com as férias. O pagamento adiantado do benefício é uma opção para quem precisa de um alívio financeiro antes do fim do ano, por exemplo.

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Porém, para que a empresa faça esse pagamento da forma desejada, é importante que o pedido seja feito no mês de janeiro do ano em que você tirará férias. Caso contrário, o empregador pode recusar o adiantamento, tá bom?  

Como fazer o cálculo de férias?

Após entender o que influencia o pagamento das férias, chegou a hora de saber como fazer o cálculo. Apesar de parecer um pouco complicado, você pode utilizar uma calculadora para facilitar o processo.

De qualquer forma, vou explicar o passo a passo para você compreender o cálculo e ter mais segurança para conferir os pagamentos recebidos.

Veja só!

Férias integrais

O cálculo das férias integrais é feito com base na sua remuneração do mês anterior, somada a 1/3 do valor do salário. Sobre o total, são aplicados os descontos obrigatórios, como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e IR (Imposto de Renda).

Veja a fórmula:

Férias integrais = [(Salário bruto + 1/3 de Salário bruto) – Descontos de INSS] – IR

Para facilitar, vale ver um exemplo. Imagine que o seu salário bruto seja de R$ 3.000,00 e não há verbas adicionais, como horas extras. O cálculo fica assim:

  • salário bruto (30 dias): R$ 3.000,00;
  • um terço do salário: R$ 1.000,00;
  • total bruto das férias: R$ 4.000,00.

No exemplo, o total das férias seria de R$ 4.000,00. No entanto, ainda é necessário fazer os descontos do INSS e IR. Por isso, o valor recebido será menor, tá bom? A partir desse cálculo, você consegue entender melhor o processo e planejar o uso desse dinheiro de forma mais tranquila.

Férias fracionadas

Você viu que dá para dividir as suas férias em até três períodos diferentes, certo? A opção costuma ser útil para quem quer aproveitar o descanso de forma mais flexível. Nesse caso, o cálculo para as férias fracionadas segue uma lógica parecida com o descanso integral, mas considera o número de dias que você escolheu tirar.

Confira a fórmula:

Férias fracionadas = (Salário bruto + 1/3 de Salário bruto) / 30 x Número de dias de férias solicitadas – Descontos de INSS e IR

Imagine que o seu salário bruto seja de R$ 2.700,00 e que você tenha decidido tirar 15 dias de férias. Comece calculando o valor de um dia de trabalho, dividindo o salário por 30. Nesse caso, o resultado é R$ 90,00.

Depois, basta multiplicar o valor diário pelos 15 dias de descanso, totalizando R$ 1.350,00. Sobre o montante, basta acrescentar o adicional de 1/3, como manda a lei:

  • adicional de 1/3: R$ 1.350,00 / 3 = R$ 450,00;
  • total bruto das férias: R$ 1.350,00 + R$ 450,00 = R$ 1.800,00.

Agora, você deve calcular os descontos obrigatórios, como o INSS e o IR. Para facilitar a análise, lembre-se de usar a calculadora de férias, tudo bem? Assim, fica mais simples conferir se a conta está correta.

Férias proporcionais

As férias proporcionais são garantidas para quem não completa um ano de trabalho e encerra o vínculo com a empresa, seja por demissão sem justa causa ou pedido de desligamento. Elas também se aplicam a contratos temporários ou em casos de férias coletivas para quem foi contratado recentemente. 

Mas como calcular esse valor? Dá uma olhada na fórmula:

Férias proporcionais = (Salário / 12 meses) x número de meses trabalhados + 1/3 adicional

Então é preciso dividir o salário por 12 para encontrar o equivalente a um mês. Depois, multiplique pelo número de meses trabalhados, acrescentando o adicional de 1/3. Imagine que o seu salário bruto seja de R$ 3.000,00 e que você tenha trabalhado por 9 meses.

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Acompanhe:

  • salário proporcional: R$ 3.000,00 / 12 × 9 = R$ 2.250,00;
  • adicional de 1/3: R$ 2.250,00 / 3 = R$ 750,00;
  • total bruto a receber: R$ 2.250,00 + R$ 750,00 = R$ 3.000,00.

Agora, é importante considerar os descontos obrigatórios, como INSS e IR, que variam de acordo com a sua faixa salarial, como expliquei. Após aplicar todos os descontos, você terá o valor líquido das férias proporcionais. 

Descontos de faltas

Sabia que as faltas injustificadas podem impactar o número de dias de férias a que você tem direito? Pois é, mesmo que elas não sejam descontadas do salário, a legislação prevê uma redução proporcional no período de descanso. 

Funciona assim: a CLT estabelece uma escala que relaciona o total de faltas sem justificativa ao número de dias de férias concedidos. Observe como isso ocorre:

  • até 5 faltas injustificadas: você tem direito aos 30 dias completos de descanso;
  • de 6 a 14 faltas: o período de férias é reduzido para 24 dias;
  • de 15 a 23 faltas: o direito fica limitado a 18 dias de descanso;
  • de 24 a 32 faltas: você pode aproveitar apenas 12 dias de férias. 

Agora, se o número de faltas for maior que 32, o trabalhador perde o direito às férias referentes a esse período aquisitivo. Por esse motivo, mesmo que imprevistos aconteçam, vale a pena sempre buscar formas de justificar as ausências ou negociar uma solução com o empregador. 

Abono pecuniário

O abono pecuniário, também conhecido como venda de férias, permite que você negocie até 1/3 do seu descanso com a empresa. Esse direito é garantido pela CLT e pode ser uma alternativa para quem precisa de um reforço financeiro durante o ano.

O cálculo do abono funciona de maneira simples. Primeiramente, é necessário saber o salário mensal, acrescentar o valor correspondente aos dias vendidos e incluir o 1/3 constitucional. Para compreender melhor, imagine que você receba R$ 2.400,00 por mês e opte por vender 10 dos seus 30 dias de descanso.

Nesse caso, o trabalhador recebe 2/3 do valor do descanso a título de férias, o 1/3 a título de abono e mais 10 dias da remuneração pelo trabalho realizado. Nesse sentido, basta dividir a remuneração por 30 e multiplicar pelos dias vendidos (10).

Aqui, você recebe R$ 3.200,00 de abono e férias. Na prática, o cálculo é o mesmo em relação ao valor das férias. A diferença é que, no período, você ainda receberá mais R$ 800,00 referentes aos dias trabalhados. 

Para ter direito ao abono, você precisa solicitar o abono com, no mínimo, 15 dias de antecedência ao término do período aquisitivo. 

Como as férias afetam a folha de pagamento no mês seguinte?

Você entendeu que a empresa deve depositar o montante correspondente ao período de descanso, incluindo o adicional de 1/3, até dois dias antes do início das suas férias, não é? Isso significa que, no mês seguinte, o salário que você receberá será ajustado. 

A diferença ocorre porque, ao retornar ao trabalho, você já foi pago pelos dias correspondentes às férias. O que você vai receber será apenas proporcional aos dias trabalhados após a volta. O processo costuma gerar estranheza para quem não conhece o processo. 

Por isso, antes de sair de férias, revise os cálculos e confirmar se todos os valores foram pagos corretamente e lembre-se de que, no retorno, o salário será menor. Assim, você evita eventuais problemas, concorda?

Como usar o pagamento das férias de forma consciente?

Após receber o pagamento das férias, é só aproveitar o descanso, mas você também deve saber como usá-lo de maneira consciente. Acompanhe as dicas!

Analise as suas finanças

Antes de gastar o valor das suas férias, dê uma olhada nas suas finanças. Verifique se é o momento ideal para quitar dívidas ou antecipar pagamentos que oferecem descontos. A medida pode melhorar a sua saúde financeira e reduzir o impacto de juros altos em compromissos futuros.

Evite gastar todo o valor das férias

Lembre-se de que o pagamento das férias é um adiantamento salarial. Portanto, evite gastar todo o valor em compras não essenciais. Reserve uma parte do dinheiro para cobrir as despesas recorrentes do mês seguinte, como contas de luz, água, internet e alimentação. 

Faça um planejamento financeiro

O pagamento das férias costuma ser um bom momento para fazer um planejamento financeiro, sabia? Nesse caso, trace metas e estabeleça prioridades. Defina o que é mais urgente e o que dá para fazer a longo prazo.

Planeje a rotina de férias

Se você tem filhos, planeje as atividades em família para aproveitar ao máximo o tempo livre. Programas de lazer e diversão podem ser feitos de forma econômica, sem comprometer o orçamento. Passar tempo de qualidade com a família é uma forma de aproveitar as férias sem a necessidade de gastar muito.

Ao longo deste post, você descobriu como é feito o cálculo de férias e o que influencia seu valor, além de entender sobre o prazo de pagamento. Assim, fique atento à legislação para compreender em detalhes quais são os seus direitos!

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