Com o crescimento da cultura do home office, que explodiu após a pandemia, muitos profissionais decidiram migrar para cidades menores, onde o custo de vida é mais acessível. Mas afinal, vale abrir mão das conveniências da metrópole para viver em um município menor mantendo o mesmo trampo?
Aqui no will, há profissionais de vários lugares do Brasil, apesar de a sede estar localizada em São Paulo (SP). Assim como a gente, várias outras empresas optaram por deixar todos os times — ou parte deles — atuando remotamente.
Se a sua profissão te dá essa alternativa, é bem provável que você já pensou em arrumar as malas e ir conhecer novos ares. Separei neste artigo alguns pontos que você deve considerar antes de tomar a decisão final. Ah, lembrando que as vagas para home office no will estão disponíveis neste link.
Custo de vida vs. Conveniência: morar na cidade grande ou no interior?
Não faz tanto tempo que prosperar na carreira era sinônimo de se mudar para uma grande metrópole, como São Paulo (SP) ou Rio de Janeiro (SP). Não é para menos: a região Sudeste concentra mais de 2,5 milhões de empresas onde trabalham 26,6 milhões de pessoas, segundo pesquisa de 2019 do IBGE.
Por extensão, viver em uma metrópole tem suas vantagens. Há uma enorme variedade de opções de lazer e cultura, espaços comerciais, restaurantes, produtos e serviços que não se encontra com facilidade em outros lugares.
Mas tal conveniência tem um preço chamado custo de vida. O preço do aluguel, da feira do mês, o gasto com gasolina para ir e voltar do trabalho e até o tempo gasto no trânsito costumam ser bem mais altos.
O trabalho remoto oferece uma alternativa para quem quer fugir do ritmo frenético das grandes cidades. Em algumas carreiras, é possível trabalhar de qualquer lugar que tenha conexão estável com a internet.
É a chance para quem procura qualidade de vida e tem disposição para deixar a selva de pedra para trás.
Mas será que isso faz sentido financeiramente? Afinal, é mais barato morar no interior ou em cidades menores? Vamos aos números.
Aluguéis
Em qualquer cidade, preços de aluguéis variam bastante dependendo da região. Em São Paulo (SP), por exemplo, é possível encontrar apartamentos de 2 dormitórios por R$ 19,01 o m² na Zona Leste. Já na região sul, os preços ficam em torno de R$ 35,38 o m². Esses dados são do Sindicato da Habitação de São Paulo.
Considerando imóveis com 60m² de área construída e 2 dormitórios: na ZL, o preço médio seria de R$ 1.140,60. Já na ZS, custaria 2.122,80 — quase o dobro. Como esses são valores médios, há ofertas maiores e menores em cada localidade.
Em cidades do interior, o aluguel pode não ser tão barato quanto você imagina. Em Assis (SP), por exemplo, uma apartamento com 2 quartos custa mais ou menos R$ 1.300,00, segundo este levantamento.
Já o custo para morar em São Bernardo do Campo — que fica na mesorregião da capital paulista — é inferior a três dígitos, em média, nas regiões mais baratas. Em Ribeirão Preto dá para encontrar preços ainda melhores, entre R$ 880 e R$ 1.025, dependendo da região.
Vamos sair um pouquinho de São Paulo e ver outra capital. Em João Pessoa (PB), os preços médios dos aluguéis de apartamentos com 2 dormitórios variam entre R$ 620 e R$ 1300, valores bem descontados em relação aos municípios paulistas.
Nesse quesito, não dá para cravar um vencedor. Você precisa dar uma boa pesquisada e pesar outros fatores, incluindo questões pessoais, como a presença de familiares na cidade, disponibilidade de serviços (incluindo boa conexão à internet para trabalhar), segurança, tolerância ao clima, entre outros fatores.
Cesta básica
Os preços dos alimentos e itens essenciais variam bastante mês a mês, então é importante pesquisar sempre. Como a feira do mês é algo que varia de acordo com a quantidade de membros da família e até de gostos pessoais, vou tomar como base o valor da cesta básica.
Em São Paulo, o pacote de produtos básicos tem preço médio de R$ 690, segundo levantamento do Dieese realizado em dezembro de 2021. A capital paulista normalmente faz a dobradinha com Floripa nesse quesito. A cesta na capital catarinense fechou o ano custando R$ 689,56.
A cesta mais barata do Brasil é a de Aracaju, que atualmente custa R$ 478,05. Em outras capitais do Nordeste, o valor fica na casa dos R$ 500.
É claro que a feira do mês vai sair bem mais caro. No entanto, pelo valor da cesta básica, dá para ter uma noção da média de preços dos produtos que mais consumimos no dia a dia, como óleo, feijão, arroz e café.
Outro fator que pode influenciar no quanto você gasta com alimentos é o local em que você faz feira. Em geral, hipermercados e atacadistas são os estabelecimentos mais acessíveis nas grandes cidades.
Tanto em metrópoles quanto em cidades pequenas há feiras de produtores locais, onde você pode conseguir não só melhores preços, como também ter acesso a produtos frescos e sem agrotóxicos.
Acho que, nesse ponto, a balança cede um pouquinho para os municípios menores. Você concorda?
Combustível
Em geral, os preços dos combustíveis — principalmente gasolina — tendem a ser mais baratos em cidades próximas a portos, de onde o produto refinado é escoado para as demais localidades.
Mas, novamente, tudo vai depender de pesquisa. De acordo com o levantamento mensal da ANP, os preços médios praticados nos municípios do estado de São Paulo variam de R$ 6,13 o litro em Garça (que fica na região Oeste, próximo a Marília) a R$ 6,94 em Itanhaém (ao sul de Santos).
Na capital, os preços da gasolina nas bombas vão de R$ 5,79 a R$ 7,59 — quase R$ 2 de diferença por litro. Um fator que influencia essa diferença é a quantidade de estabelecimentos pesquisados, o que nos leva a entender que onde há mais postos, os preços tendem a variar mais.
No entanto, isso por si só não determina se você gastará mais ou menos com combustível. Uma coisa é certa: quem trabalha 100% em home office, gasta bem menos, já que elimina-se a necessidade de deslocamento até o escritório. Com isso, o custo de vida despenca e abre espaço no orçamento para outras necessidades.
Internet
Grandes cidades geralmente recebem cabeamentos e infraestrutura voltadas para conexões de alta velocidade à internet. As novidades demoram um pouco a chegar a cidades menos populosas, embora hoje exista cobertura por internet em praticamente todas as áreas urbanas do país — ao menos é o que aponta a pesquisa TIC Domicílios, a mais ampla nessa área.
Os preços variam bastante a depender do pacote contratado e da velocidade. Então é comum encontrar planos para todos os bolsos tanto nas metrópoles quanto em municípios de menor porte.
Em São Paulo (SP), por exemplo, há planos de R$ 50 e outros que chegam a R$ 150. Há planos com fibra ótica e 200 MB de velocidade por R$ 100 tanto na capital quanto, por exemplo, em Araraquara.
Antes de contratar, verifique se há infraestrutura da operadora de sua preferência na região onde você pretende morar e se a rede tem uma tecnologia adequada para o seu trabalho — em lugares mais remotos, pode estar obsoleta.
Lembrando que vale a pena investir um pouco do que seria gasto com combustível para contratar um plano de internet mais robusto. Quem atua em home office precisa participar de conferências e reuniões quase diárias.
Concluindo…
É importante observar que eu não levei em conta o salário médio de cada cidade, tá? Por exemplo, Florianópolis pode ser considerada uma cidade barata para se viver, porém os salários por lá são bem superiores à média brasileira.
A ideia foi mostrar se, trabalhando remotamente, é mais compensador morar em uma metrópole ou no interior — ou até numa capital de menor porte.
Nesse caso, o salário recebido estaria no mesmo nível de quem trabalha em grandes centros comerciais e industriais, enquanto o custo de vida seria nivelado pelo padrão local. É uma vantagem e tanto para quem tem disposição de fazer uma mudança tão radical.
Falando nisso, é claro que dinheiro não é o único fator a ser considerado. Uma decisão desse porte geralmente envolve a família: cônjuge, filhos, pais, irmãos e até amigos. O custo de vida é apenas um dos fatores.Não importa para onde você vá, é sempre importante ter o will perto de você. Baixe agora o aplicativo (Android | iOS) e faça seu cadastro.
Transparência que a gente leva a sério 💛
Este conteúdo foi criado com muito carinho pra te ajudar, mas pode conter informações que mudaram com o tempo. Sempre vale conferir as fontes oficiais ou o app do will pra garantir que tá tudo atualizado.Algumas imagens utilizadas em nossas publicações podem ter sido obtidas em bancos gratuitos ou pagos de terceiros. O uso segue os termos de licença de cada plataforma.
Pra conhecer nossos compromissos com ética e governança, acesse: willbank.com.br/eticaegovernanca
Se precisar, nossa Ouvidoria também tá sempre de portas abertas.


No Comments yet!