Quem nunca fez planos de pedir um financiamento de carro? Há poucas situações que dão essa sensação de liberdade que a conquista pode proporcionar, concorda? Com o seu veículo próprio, novo ou usado, você consegue ir e vir quando quiser, sem o transtorno da espera por transporte público.
Mas é claro que a conveniência tem um custo e exige planejamento. Afinal, você sabe como funciona o crédito para fazer a compra? A informação é importante, porque o impacto da decisão nas suas finanças é grande.
Neste post, vou ajudar você a colocar tudo na ponta do lápis — ou na planilha, para quem preferir. Saiba como funciona o financiamento de um carro!
Quais são os custos de um carro?
Antes de saber como funciona o financiamento de um carro, você deve considerar os custos de um veículo. Entender os gastos mais comuns contribui para se planejar e não passar por apertos.
Anote os principais custos!
Compra
Antes de tudo, é preciso compreender que ter um carro é um investimento. A compra é o principal gasto, causando impactos ao seu orçamento no curto, médio ou longo prazo, segundo o modo de pagamento.
Na hora da escolha, é interessante verificar se o carro escolhido está na média dos preços de mercado. Se for um zero quilômetro, vale pesquisar nas concessionárias concorrentes. Dedique um tempo a essa busca, pois ela consegue ajudar a encontrar oportunidades, combinado?
Já os preços dos seminovos podem ser checados na Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), uma referência bastante usada. Fique atento, pois a compra de um carro usado tende a ter alguns custos a mais — como manutenções e revisões —, apesar do preço de compra geralmente menor.
Licenciamento e IPVA
Depois que uma pessoa adquire um carro, ela passa a ter que pagar os impostos e outros gastos relacionados. Esse é o caso do licenciamento — incluindo o seguro obrigatório — e do IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores).
Os pagamentos são obrigatórios e devem ser feitos junto ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) ou à secretaria responsável. Por exemplo, o cálculo do IPVA tem como base o valor do carro, segundo a Tabela FIPE, e a porcentagem varia em cada estado.
Seguro
Até aqui, você conferiu custos obrigatórios com o carro. Mas, mesmo sem uma exigência legal, o seguro veicular é um desembolso que tem que ser considerado na sua conta, sabe?
Geralmente, o serviço é renovado todo ano, com pagamentos à vista ou parcelados. Ele serve para cobrir sinistros como adversidades climáticas, acidentes e roubos. Já a escolha da cobertura depende das ofertas da seguradora e do que você deseja proteger.
Para saber quanto custa ter o seguro em um carro, você precisa conhecer o prêmio e a franquia. O prêmio é o que você paga pela contratação do serviço. A franquia é o valor que poderá ser desembolsado para acionar o seguro caso um dos sinistros aconteça.
Combustível
Outro ponto de atenção é o combustível. Esse gasto varia conforme o tipo de uso do veículo e do modelo, já que alguns carros gastam mais, enquanto outros são mais econômicos.
No Brasil, a política de preços de gasolina, álcool, GNV (gás natural veicular) e diesel mudou ao longo dos anos. Ela impacta diretamente o valor que chega nos postos — e, é claro, o gasto mensal do proprietário de um carro.
Você não tem controle sobre essas mudanças, mas dá para buscar soluções para reduzir os efeitos da despesa no orçamento. Entre elas, estão a compra de automóveis mais eficientes e programas de cashback nos postos de combustíveis.
Considere que, quanto menos um veículo gasta por quilômetro rodado, mais econômico ele é. Por exemplo, pense em um modelo que faz 15 km/l (quilômetros por litro) e em outro de 10 km/l. Nesse caso, o primeiro carro gera mais economia para o seu bolso.
Manutenção
Mesmo veículos novos se deparam com a realidade da manutenção. Seja por falhas de fábrica, desgaste natural, acidentes ou trocas programadas de peças, em algum momento costuma ser necessário gastar dinheiro para esse fim.
Saiba que é muito importante fazer as manutenções regularmente, pois elas garantem a sua segurança ao dirigir. Ademais, estar com tudo em dia evita penalidades e ajuda a manter a eficiência do carro — então a medida acaba prevenindo gastos extras.
Para não sofrer com essa despesa, você pode se organizar financeiramente, reservando uma quantia mensal. Outro conselho é observar o cronograma de revisões recomendado pelos fabricantes. Afinal, é melhor prevenir do que remediar, não é mesmo?
Carteira de motorista e reeducação
Seja você um motorista de primeira viagem ou experiente, existem custos para se manter na direção do seu carro, sabia? Os desembolsos vão desde a primeira habilitação até a renovação da CNH (carteira de motorista) — em geral, a cada 10 anos.
Os gastos variam de acordo com os procedimentos necessários e os preços praticados por autoescolas e Detran. Os processos costumam envolver provas práticas e teóricas, materiais, marcação de exames, além do aluguel de automóvel para a prova, entre outros.
Desvalorização
Por fim, o carro tem um custo escondido capaz de ter impactos na hora de vender: a desvalorização. Muitas vezes ela é imperceptível, mas o valor do seu veículo tende a se reduzir aos poucos. Você pode acompanhar os preços pela Tabela FIPE, comparando o de compra com o atual.
O que considerar ao escolher um carro?
Você conheceu alguns custos a serem considerados para o seu carro. Além da questão financeira, a escolha exige análises para que ela seja acertada. O primeiro ponto a avaliar na compra é a frequência com que você pretende usar o carro.
Como visto, esse é um ponto que afeta o consumo, mas que também interfere no desempenho do veículo e na adequação ao que você precisa. Ele será usado no dia a dia ou só de vez em quando, como nos fins de semana?
Ter clareza sobre esses aspectos ajuda a escolher entre um modelo econômico para a rotina, ou um mais confortável para passeios. Mais uma questão importante é ter em mente quais são os seus critérios inegociáveis.
Pense que nem sempre é possível ter tudo — especialmente quando o orçamento está apertado, não é mesmo? Para não errar, defina o que é prioridade entre características, como:
- novo ou usado;
- potência;
- design;
- tamanho;
- consumo;
- manutenção.
Se você deseja que o carro tenha tecnologia de ponta, esse é mais um recurso que deve entrar na conta. Existem carros com ferramentas que oferecem melhor desempenho, conforto e outras comodidades.
Só que eles costumam custar mais caro, certo? Por isso, liste as funcionalidades que não podem faltar no seu veículo, tá bom?
Como funciona o financiamento de um carro?
Ciente dos custos e dos critérios de escolha, é o momento de se preparar para o financiamento de um carro. Esse crédito costuma funcionar assim: o comprador paga uma entrada, que representa uma fração do valor do bem, e parcela o restante em prestações mensais.
A ideia de sair da loja com as chaves nas mãos parece boa, não é verdade? Afinal, mesmo sem ter o dinheiro todo, você já pode ter o carro na garagem. Mas tenha muito cuidado, porque as prestações têm juros e outros custos.
Além disso, existe a possibilidade de reajustes das prestações ao longo do tempo, dependendo das regras previstas no contrato. Nesse caso, há o risco de o comprador pagar muito mais do que o preço do carro por causa dos gastos adicionais.
Então se você não tem o total para comprar um veículo de imediato, uma estratégia é financiar o menor montante possível. Para isso, tente aumentar a entrada para 30% a 50% do total, por exemplo, para diminuir os juros ou a quantidade de parcelas.
Em todos os casos, minha sugestão é que você negocie. Ao conversar com o vendedor, busque alternativas para reduzir os encargos sobre o financiamento. Já com a instituição financeira, fique de olho no CET (Custo Efetivo Total) presente nas propostas para não pagar mais do que deveria, ok?
Também é importante saber que existem diferentes modelos de financiamento. Confira os principais!
CDC
CDC é a sigla para Crédito Direto ao Consumidor, um tipo de financiamento de veículo bastante comum no Brasil. Na modalidade, você pega o empréstimo diretamente na instituição financeira para comprar o carro, estabelecendo um compromisso com ela e não com a loja.
No CDC, as parcelas tendem a ser pensadas para se ajustar ao orçamento do cliente, auxiliando no planejamento financeiro. As amortizações também costumam ser mais acessíveis, o que ajuda se você quiser antecipar parcelas, por exemplo.
Porém, nesse modelo, a taxa de juros tende a ser mais elevada. Além disso, a entrada mínima é de 20%, portanto, você precisa juntar uma grana antes de conseguir financiar o carro. Também pode haver tarifas complementares que aumentam o custo do financiamento.
Leasing
O financiamento de carro por leasing é menos comum no Brasil. A expressão vem do inglês e significa arrendamento mercantil, funcionando como um empréstimo com opção de compra. Assim, ele une características do aluguel de carro com a compra.
Nesse sentido, a instituição financeira adquire o veículo de interesse do cliente e permite que ele utilize o carro, desde que pague uma mensalidade. Só que, mesmo com a documentação certinha e com o direito de uso, o cliente ainda não é o dono do bem, como acontece no CDC.
O prazo de arrendamento é de 24 meses e, no fim do período, você pode optar por comprar o carro e, com isso, passar o veículo para o seu nome. Durante o tempo em que o cliente paga para usar o veículo, ele se responsabiliza por cuidar do bem e fazer as manutenções.
No leasing, não é necessário pagar uma entrada e alguns custos são atenuados, mas você leva um tempo maior até ser o dono do veículo. Então estude os prós e contras para saber se a alternativa vale a pena para você, está bem?
Consórcio
O consórcio não é um tipo de financiamento de carro, mas ele também é uma alternativa para pagar por um veículo em parcelas. Na modalidade, um grupo de pessoas se junta para adquirir um bem, financiado em grupo.
Assim, a instituição não empresta dinheiro, já que o veículo é comprado com os recursos dos participantes. Por esse motivo, em um consórcio não existe a cobrança de juros, geralmente sendo uma alternativa mais barata.
Mas ocorre a cobrança de uma taxa de administração, que remunera a instituição financeira responsável pela operação. Você vai pagando as parcelas e espera a sua contemplação, que é quando se obtém a carta de crédito — na prática, o dinheiro para comprar o carro.
A contemplação acontece por sorteios regulares, escolhendo uma pessoa para receber a carta de crédito. Aí entra o fator sorte, já que você pode ser contemplado rapidamente — assim como é possível que demore muito tempo até chegar ao seu nome.
Existem formas de aumentar as chances de ser sorteado, por exemplo, com os lances. Eles são adiantamentos das parcelas, capazes de acelerar a contemplação.
A compra do carro por consórcio é uma alternativa que costuma ter menos custos. Contudo, nesse caso, você precisa estar consciente de que existe a chance de ter uma longa espera até poder comprar o carro, ok?
Como simular o financiamento de um carro?
Você entendeu como funciona o financiamento de um carro pelas três principais modalidades. Mas para ter mais segurança na sua decisão, é interessante fazer uma simulação do crédito. Desse jeito, dá para comparar as opções e ver como fica mais vantajoso para o seu caso.
As instituições costumam contar com a ferramenta online, facilitando o seu processo. Portanto, após escolher a modalidade e a empresa parceira, você pode fazer as simulações. Cada financiamento tem as suas regras de juros, além de outros custos, como taxas e impostos.
A simulação considera diversos fatores, como o preço do carro, o valor da entrada, o prazo para o pagamento e a taxa de juros mensal. A ferramenta possibilita visualizar a parcela mensal, o custo total do financiamento e, muitas vezes, o CET.
Desse modo, o procedimento permite ajustar a entrada e o prazo, ajudando a encontrar o melhor equilíbrio entre o valor das parcelas e o tempo de pagamento. Logo, a simulação aumenta as chances de fazer a escolha mais vantajosa e adequada para o seu perfil financeiro.
Usando a ferramenta, você tem uma visão mais concreta de quanto custa financiar um carro — independentemente do preço do veículo —, assim como das condições do crédito. Mas tenha em mente que esse não é um resultado definitivo e mudanças podem acontecer no contrato final, certo?
Existe uma ferramenta do Banco Central que permite ter uma média de quanto deve custar a operação. Entenda melhor!
Simulação com a Calculadora do Cidadão
Um exemplo de simulador que dá uma noção mais geral do custo do financiamento é a Calculadora do Cidadão. Nela, você preenche informações como montante a ser financiado, quantidade de parcelas, taxa de juros e valor da prestação.
Portanto, você ainda precisa saber qual é a taxa da instituição para preencher os dados corretamente, está bem? A simulação também vale apenas para modalidades com parcelas fixas, seguindo o modelo de financiamento tradicional, o CDC.
Imagine que você quer financiar um automóvel que custa R$ 50.000, dando uma entrada de 20%, ou seja, de R$ 10.000. Então a quantia financiada seria de R$ 40.000. Esse vai ser um financiamento em 36 parcelas, com uma taxa de juros de 1,5% ao mês.
Vale destacar que, nessa modalidade, os juros costumam ser compostos, incidindo sobre o montante inicial e sobre os juros acumulados de períodos anteriores. Nessas condições, as parcelas seriam de R$ 1.446,10.
O total do financiamento seria R$ 52.059,60, sendo R$ 12.059,60 de juros. Ao final, o carro custaria R$ 62.059,60. Mas esse cálculo considera apenas os juros, sem abranger as outras cobranças da operação, ok?
Vale a pena financiar um carro usado?
Ao entender mais sobre o financiamento de um carro, algumas pessoas ficam em dúvida se existem diferenças entre veículos novos e usados. Esse é o seu caso? O financiamento dos carros novos, seminovos e usados costuma ser bem parecido.
Escolher um automóvel que já teve outro dono costuma ser uma alternativa para quem deseja economizar na hora da compra. No entanto, quando o carro não é zero quilômetro, ele pode exigir alguns cuidados a mais. Assim, há chance de o banco pedir uma análise para saber se o valor está correto, por exemplo.
A taxa de juros para carros usados também costuma ser mais alta. Então você precisa fazer os cálculos para ver se o financiamento vai valer a pena, combinado? A análise do veículo é outro ponto que demanda mais atenção.
Verifique se o carro está em bom estado de conservação e se a documentação está em dia. É válido ter o auxílio de profissionais que façam a vistoria e deem um parecer especializado para ajudar no processo.
Como obter o melhor financiamento?
Você viu que o financiamento de um carro tem diversos custos e pontos de atenção. Mas, se você quer realizar esse sonho, não precisa ficar assustado com os custos, viu? Com planejamento, organização e disciplina, seu carro pode ser comprado acompanhando a sua capacidade financeira.
Acompanhe dicas!
Faça um planejamento financeiro
O primeiro passo é conferir se o dinheiro que você tem é suficiente para a entrada do financiamento ou se vai ter que pegar toda a grana com o banco — o que costuma encarecer bastante a operação. Depois, analise o orçamento e veja se existe uma margem para ser usada com os gastos recorrentes.
Você já aprendeu que, além das parcelas, haverá gastos com combustível, impostos e manutenção. Então cheque como as prestações do crédito vão se adequar às suas finanças e aos gastos extras com o seu carro. Com isso, dá para evitar ter dificuldades durante o prazo de quitação da dívida.
Negocie com a loja
Na hora da compra, negocie com os vendedores para obter as melhores condições não apenas para o preço do carro, mas também para os termos de pagamento. Nos financiamentos, a loja recebe o valor à vista, por isso, você pode tentar obter um desconto ou item extra no carro.
Pesquise as alternativas de financiamento
Ao financiar, compare taxas de juros, prazos e termos disponibilizados pelos bancos para encontrar a alternativa que se encaixe no seu bolso. Como expliquei, não basta considerar apenas a taxa de juros, já que você deve ter atenção para o CET.
Prepare toda a documentação
Estar com toda a documentação organizada é essencial para agilizar a aprovação do financiamento e evitar contratempos. Antes de dar entrada no crédito, reúna todos os documentos exigidos pelo banco.
Geralmente, são pedidos os documentos pessoais, como RG, CPF e comprovante de estado civil — certidão de nascimento, casamento, divórcio etc. Além disso, você precisa de um comprovante de renda, como holerite, declaração do Imposto de Renda, extrato bancário ou outros aceitos pela instituição.
O comprovante de residência também vai ser solicitado, podendo ser uma conta recente de água, luz, internet ou outro serviço registrado em seu nome. Mantenha uma cópia dos documentos entregues como garantia e esteja preparado para fornecer informações adicionais, se o banco pedir.
Tenha um bom histórico de crédito
Para aprovar um financiamento, os bancos costumam fazer uma análise de crédito que avalia o risco de um cliente dar calote. Logo, ter um bom histórico de pagamentos colabora para aumentar as chances de aprovação do financiamento e, em muitos casos, garantir taxas de juros mais baixas.
Quanto mais confiável você for como pagador, melhores tendem a ser as condições oferecidas. Para construir ou melhorar seu histórico de crédito, mantenha suas contas em dia, evitando atrasos nos pagamentos e quitando dívidas pendentes sempre que possível.
Lembre-se de que, mesmo pequenos deslizes, como atrasos no pagamento de faturas de cartão ou boletos, podem impactar negativamente sua avaliação de crédito. Portanto, adote práticas responsáveis e, se for preciso, use ferramentas para se organizar, como aplicativos de finanças.
Monte uma reserva financeira
Outra dica é manter uma reserva financeira para imprevistos — mesmo que o seguro veicular seja contratado. O ideal é que ela seja investida em alternativas seguras e que possibilitem o resgate rapidamente — como um CDB (certificado de depósito bancário) com liquidez diária.
Você pode guardar o montante da franquia para eventuais necessidades, por exemplo. Se possível, junte mais uma quantia para despesas não planejadas, combinado?
Viu só como é possível fazer o financiamento de um carro sem se enrolar? Aproveite para realizar pesquisas e simulações para garantir a escolha mais adequada ao seu orçamento. Assim, você compra o seu veículo e mantém as finanças em ordem.
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